O ensino da escrita do português no Senegal: a questão dos manuais escolares

Autores/as

  • Natália Albino Pires Escola Superior de Educação - IPC / Cátedra UNESCO em Património Imaterial e Saber-Fazer Tradicional - U. Évora / Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - NOVA GCSH / Centro de Investigação em Artes e Comunicação - UAlg / CREILAC – U. Assane Seck (Senegal)
  • Saloum Ndiaye Universidade Assane Seck - Ziguinchor https://orcid.org/0000-0001-5879-5510

DOI:

https://doi.org/10.30827/dreh.vi20.25163

Palabras clave:

ensino da escrita; manual escolar; PLE; Senegal; sociolinguística

Resumen

O domínio da competência escrita revela-se fulcral no processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira. O português, enquanto língua estrangeira no Senegal (país francófono), é escolhido por um número significativo de alunos oriundos de contextos socioculturais e linguísticos diversificados. O trabalho que propomos decorre de uma investigação mais alargada, ainda em curso, e tem como objetivo analisar as perceções dos professores sobre as propostas de atividades de escrita presentes em manuais escolares usados na aula de PLE no Senegal, muito particularmente na região de Casamansa. Essas perceções permitem-nos ressaltar que os manuais escolares usados no espaço escolar senegalês apresentam algum desfasamento entre as temáticas a abordar e os contextos socioculturais dos aprendentes e que as atividades de escrita propostas colocam o foco sobre o produto e nunca sobre o processo que conduz ao texto escrito enquanto produto final.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Natália Albino Pires, Escola Superior de Educação - IPC / Cátedra UNESCO em Património Imaterial e Saber-Fazer Tradicional - U. Évora / Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - NOVA GCSH / Centro de Investigação em Artes e Comunicação - UAlg / CREILAC – U. Assane Seck (Senegal)

Doutorada em Filologia Hispânica pela Faculdade de Filologia da Universidade da Corunha, docente da área de Língua Portuguesa na ESE-IPC desde outubro de 2000. Tem trabalhado e investigado sobre as especificidades linguísticas do romanceiro da tradição oral moderna portuguesa; sobre o papel do património literário tradicional para a manutenção dos traços identitários das comunidades; sobre o constructo imagístico do Outro em lendas e em textos cronísticos. A par disto, tem também desenvolvido propostas didáticas, baseadas nos conteúdos programáticos da Língua Portuguesa, de Ensino pela Descoberta dirigidas ao Ensino Básico.

Saloum Ndiaye, Universidade Assane Seck - Ziguinchor

Bolseiro do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua; Liceu Misto de Mboss; Doutorando do programa de Doutoramento em Ciências da Linguagem e Didática das Línguas da Universidade Assane Seck – Ziguinchor (Senegal); Centre de Recherche Interdisciplinaire sur les Langues, Littératures, Histoire, Arts et Cultures da Universidade Assane Seck – Ziguinchor (Senegal)

Citas

Amor, E. (1993). Didática do português: fundamentos e metodologia. Porto (Portugal): Texto Editores.

Barbeiro, L. F. (1999). Os estudantes e a expressão escrita: Consciência metalinguística de expressão escrita. Lisboa (Portugal): Fundação Calouste Gulbenkian.

Barbeiro, L. F. (2000). Profundidade do processo de escrita. Educação e Comunicação, 5, 64 -76.

Barbeiro, L. F. (2019). Escrita: tecer e esculpir o texto. Letras de Hoje, 54(2), 221-230.

Barbeiro, L. F.; Pereira, L. A. (2007). O ensino da escrita: a dimensão textual. (1.ª ed). Lisboa (Portugal): Ministério da Educação Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.

Bationo, Jean-Claude (2013): Rôle de la littérature dans le développement de la compétence communicationnelle en cours d'allemand au Burkina Faso. Revue Multilingual, 1, 69-79.

Cabral, M. (2005). Como analisar manuais escolares. Lisboa (Portugal): Texto Editora.

Carvalho, J. A. B. (2011). A escrita como objeto escolar – contributo para a sua (re)configuração. In Duarte, I.; Figueiredo, O. (Orgs.). Português, Língua e Ensino, (pp. 77-105). Porto (Portugal): Universidade do Porto editorial.

Castro, R. V.; Sousa, L. D. (1998). Práticas de Comunicação Verbal em Manuais Escolares de Língua Portuguesa, In Linguística e Educação – Actas do Encontro da Associação Portuguesa de Linguística (pp. 43-68). Lisboa (Portugal): APL e Edições Colibri.

Choppin, A. (1993). L’histoire des manuels scolaires : Un bilan bibliométrique de la recherche française. Histoire de l’Education, 58, 165-185. http://www.jstor.org/stable/41159395

Choppin, A. (2008). Le manuel scolaire, une fausse évidence historique. Histoire de l’éducation, 117, 7-56.

Dreyfus, M.; Juillard, C. (2004). Le plurilinguisme au Sénégal – Langues et Identités en devenir. Paris (Francia): Karthala.

Esteves, M. L. (1988). A Questão do Casamansa e a Delimitação das Fronteiras da Guiné. Lisboa (Portugal): Centro de Estudos de História e Cartografia Antiga.

Farinha, I. (2007). Audiências Cativas - As imagens marca do Manual Escolar. Lisboa (Portugal): Livros Horizonte.

Fernandes, L. (1999). Manuais escolares Digitais: (r)evolução e remediação. Atas do 8º SOPCOM, Comunicação Global e Tecnologia (pp. 402-408). Lisboa (Portugal): Instituto Politécnico de Lisboa.

Ferreira, P. C.; Alves, R.; Barbeiro, L. F. (2021). A inteligência, a determinação e a produção escrita. Atas do XVI congresso internacional galego-português de psicopedagogia (pp. 376-388). Repositório aberto da Universidade de Porto, Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação, Livro do programa e resumos das comunicações do XVI congresso internacional galego-português de psicopedagogia. Vol. 2.

Fonseca, F. I. (org.) (1994). Pedagogia da Escrita. Perspetivas. Porto (Portugal): Porto Editora, 1994.

Galvão, M. B. (1976). O ensino do português: Para quê? In Actas do 1º Encontro Nacional para a Investigação e Ensino do Português (pp. 493-522). Águeda (Portugal): Grafilarte, Artes Gráficas.

Gérard, F.; Rogiers, X. (1998). Conceber e avaliar manuais escolares. Porto (Portugal): Porto Editora.

Grosso, M. J. R. (2007). O discurso metodológico do ensino do português em Macau a falantes de língua materna chinesa, Macau (China): Universidade de Macau.

Jodelet, D. (1989). Les représentations sociales. Paris (Portugal): Presses Universitaires de France.

Lopes, A. F. (2021). A densidade de ideias e a complexidade gramatical na avaliação da produção escrita em português L2. Linguarum Arena, 12, 11-28.

Magalhães, J. (2006). O Manual Escolar no Quadro da História Cultural. Para uma historiografia do manual escolar em Portugal. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 1, 5 14.

Martinand, J. L. (2003). La question de la référence en didactique du curriculum. Investigações em Ensino de Ciências, 8(2), 125–130.

Morgado, J. C. (2004). Manuais Escolares - Contributo para uma análise. Colecção Educação. Porto (Portugal): Porto Editora.

Ramos, A. D. R. (2012). Análise dos manuais de língua portuguesa dos 7º e 8º anos de escolaridade em Cabo Verde – Um olhar sobre a escrita. Dissertação (Mestrado em língua e cultura portuguesa) Lisboa (Portugal): Faculdade de Letras, Departamento de língua e cultura portuguesa,

Rego, B.; Gomes, C.; Balula, J. (2012). A avaliação e certificação de manuais escolares em Portugal: um contributo para a excelência. In Patrício, M. F.; Sebastião, L.; J. M. M. Justo, J. M. M.; Bonito, J. (Orgs.). Da Exclusão à Excelência: Caminhos Organizacionais para a Qualidade da Educação (pp. 129-138). Montargil (Portugal): AEPEC.

Richaudeau, F. (1986). Conception et Prodution des Manuels Scolaires – Guide Pratique. Paris (Francia): UNESCO.

Rourgé, J. L. (2019). Eléments pour l’histoire du kriol de Guinée Bissau et de Casamance: de la variation à la variation. Faits de Langues, 49(1), 47-68.

Santos, A. R. (2013). Avaliação de Manuais Escolares de Português. Coimbra (Portugal): Escola Superior de Educação. Dissertação (Mestrado em Didática do Português) para obtenção do grau de mestre, Escola Superior de Educação, Coimbra.

Publicado

2022-07-27

Cómo citar

Albino Pires, N., & Ndiaye, S. (2022). O ensino da escrita do português no Senegal: a questão dos manuais escolares. DEDiCA. Revista De Educação E Humanidades (dreh), (20), 263–283. https://doi.org/10.30827/dreh.vi20.25163

Número

Sección

Artículos