Saúde mental docente, precarização do trabalho e ócio: uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.30827/dreh.24.2026.36735Palabras clave:
condições de trabalho; esgotamento profissional; ócio; profissão docente; saúde mentalResumen
O presente estudo tem como objetivo propor uma reflexão sobre a vulnerabilidade dos docentes da rede básica e os efeitos do ambiente laboral em sua integridade emocional, tensionando as implicações do produtivismo na saúde do professor. Caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, com buscas realizadas em janeiro de 2026 nas bases SciELO, PePSIC, Google Acadêmico e BDTD, resultando na seleção final de 17 estudos para análise. Problematiza-se como a lógica neoliberal de produtividade e a flexibilização contratual têm impulsionado quadros de exaustão e a Síndrome de Burnout. Através do diálogo com os conceitos de sociedade do cansaço, ócio criativo e ócio criador, os achados indicam que o sofrimento docente deriva da internalização de um desempenho métrico que esgota o sujeito e consome sua autonomia. Conclui-se que o suporte psicológico individualizado é insuficiente sem transformações estruturais, e que reivindicar o tempo e o direito ao ócio configura-se como um ato de resistência política essencial para a promoção da saúde mental no contexto educacional contemporâneo.
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