El (a)nomos de la (sin)razón: locura, excepción y formas-de-vida

Autores/as

  • José Luís Ferraro Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.30827/acfs.v60i.33933

Palabras clave:

(a)nomía, (sin)razón, formas-de-vida, Friedrich Nietzsche, Michel Foucault, Giorgio Agamben
Agencias: Consejo Nacional de Desarrollo Científico y Tecnológico de Brasil (CNPq)

Resumen

Este artículo analiza críticamente la escisión entre razón y sinrazón en la tradición occidental moderna, apoyándose en los aportes de Nietzsche, Foucault y Agamben. Sostiene que la locura, como figura paradigmática de la sinrazón, actúa como límite constitutivo de la razón, configurando un régimen en el que la exclusión opera como inclusión subordinada. A partir de una perspectiva genealógica y de la crítica agambeniana a la soberanía, se examina cómo la razón se constituye mediante la producción de un anomos de la sinrazón, articulando saber, poder y modos de existencia. El texto muestra cómo el discurso médico captura la locura y la transforma en vida desnuda, revelando el funcionamiento de una máquina antropológica de carácter biopolítico. Frente a ello, se propone el concepto de formas-de-vida como posibilidad de resistencia ético-política a las dicotomías modernas, como norma/excepción, bios/zoé y razón/sinrazón.

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Publicado

2026-01-13

Cómo citar

Ferraro, J. L. (2026). El (a)nomos de la (sin)razón: locura, excepción y formas-de-vida. Anales De La Cátedra Francisco Suárez, 60, 67–83. https://doi.org/10.30827/acfs.v60i.33933